A Neurologia, ou neurologia clínica, é a especialidade médica dedicada ao estudo, pesquisa, prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças do sistema nervoso central e periférico. O encéfalo é responsável por nossa interação com o ambiente externo e como nosso ambiente interno, através do controle dos músculos, raciocínio e percepção, seja ela objetiva com os sentidos ou subjetiva, através de associações de fatos e comportamentos. Como é o cérebro que comanda quase tudo no corpo, inúmeros sintomas têm o potencial de ter como causa uma disfunção neuronal. Por isso, muitos médicos consideram a especialidade mais difícil dentro da medicina, devido ao grande número de diagnósticos possíveis, complexidade do exame neurológico, dos exames complementares e da raridade de algumas doenças. Existe bastante confusão na hora de procurar um neurologista, devido à grande variedade de sintomas, sendo comum as pessoas procurarem outro profissional antes de se dirigir ao capacitado para identificar e tratar o problema de saúde dela. É necessária muita dedicação e estudo para se ter uma formação ampla em neurologia, capaz de atender com qualidade as demandas da especialidade e utilizar os recursos diagnósticos e terapêuticos de forma racional.  

Talvez a forma mais comum de se organizar o estudo do sistema nervoso seja em central (SNC) e periférico (SNP). O primeiro, compreende o encéfalo, contemplando suas divisões, cérebro, tronco cerebral, e a medula espinhal. É neste local e através destes neurônios que acontecem o raciocínio, as emoções, a consciência, a percepção dos sentidos, o planejamento mental e motor, o controle das funções vegetativos e tudo mais que é humano. Hipócrates, o pai da medicina na Grécia antiga, escreveu 4 séculos antes de Cristo: ” O homem deve saber que, de nenhum outro lugar, se não do cérebro, vem a alegria, o prazer, o riso, a recreação, a tristeza, a melancolia, o pessimismo e as lamentações. E então, de uma maneira especial, adquirimos sabedoria e conhecimento e vemos e ouvimos para saber o que é justo e o que não é , o que é bom e o que é ruim, o que é doce e o que não é sem sabor… “. No SNP, que compreende os nervos cranianos, nervos espinhais motores, nervos espinhais sensitivos, os músculos e as estruturas especializadas. São os nervos motores e os músculos que executam os movimentos e ações das pessoas. Estes recebem o comando vindo do encéfalo para execução das ações. Por meio dos nervos sensitivos e das estruturas especializadas como retina, cóclea, receptores de dor e tato, que percebemos o nosso meio, temos nossos sentidos como visão, tato, dor, audição, olfato, paladar, equilíbrio. 

No campo das doenças relacionadas a especialidade, estão moléstias agudas e crônicas, algumas benignas e outras muito graves. Dentre elas cefaleias e dores faciais, convulsões e epilepsia, doenças da cognição com Alzheimer ou Lewy, transtornos de movimentos como Parkinson e outros tremores, doenças autoimunes como esclerose múltipla ou miastenia graves, neuropatias, acidente vascular cerebral e outras várias doenças. Sintomas que podem estar relacionados a doenças neurológicas são dores em qualquer local do corpo, geralmente tipo queimação ou choque, alterações de memória ou comportamentais, dificuldade para caminhar, tremores ou desequilíbrio, fraqueza de um membro específico ou generalizada, perda completa ou parcial de algum sentido. Enfim, a lista de sintomas, sinais e doenças neurológicas é muito extensa e daí a importância de se ter um profissional adequadamente capacitado para identificação correta do problema. 

 Os sintomas de diferentes moléstias se sobrepõem e a mesma doença tem vários espectros, essas características geram muita dificuldade diagnóstica. Várias doenças podem incapacitar a pessoa e algumas têm tratamento realmente eficaz. É muito importante se chegar ao diagnóstico correto, é a partir dele que teremos a possibilidade de tratamento. Medo, angústia e incerteza são sentimentos que frequentemente acompanham as pessoas com problemas neurológicos, é função do médico neurologista abordar estas questões e esclarecer dúvidas com relação a evolução e as formas de tratamento. 

Para se chegar a um diagnóstico neurológico, é importante uma anamnese muito bem elaborada, avaliando-se as queixas de forma pormenorizada, e fazendo um exame clínico-neurológico organizado. Quando necessário, utiliza-se exames complementares laboratoriais, genéticos, exames de imagem e estudos neurofisiológicos. Esta complexidade, faz da neurologia o estado da arte na ciência, unido conhecimento, paciência, dedicação e raciocínio clínico individualizado para cada situação particular. 

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